Jornal Correio da Paraíba, em 07 de novembro de 2008
CidadesSexta, 7 de Novembro de 2008
Magistrados lançam segunda etapa de campanha pela adoção
Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Magistrados (AMB), aponta que 59,7% dos 1.562 entrevistados acreditam que a adoção é a melhor forma de mudar a triste realidade de crianças e adolescentes que vivem em abrigos no País. Destes, 32,1% dão preferência às crianças entre zero e seis meses de idade, número que contrasta com o percentual de pessoas que preferem adotar crianças maiores de 12 anos (apenas 1,1%). Esses dados foram apresentados ontem, durante o lançamento da 2ª etapa da campanha nacional “Mude um Destino”, em favor da adoção legal de crianças e adolescentes no País, em João Pessoa, realizada pela AMB e pela Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB).
Conforme o coordenador da campanha, juiz Francisco Oliveira Neto, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para a importância do processo de adoção ser feito através da Justiça, para segurança de adotados e adotantes e conscientizar a sociedade brasileira sobre a escolha na hora de adotar uma criança. “É preciso que as adoções sejam legais, ou seja, que tenham sido feitas através da Justiça brasileira, porque uma criança precisa de segurança emocional e financeira, coisas que uma pessoa adotada de boca ou apenas para criação, como é comum no Brasil, não têm”, disse Oliveira Neto.
Durante o lançamento da 2ª etapa da campanha, no auditório da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), em João Pessoa, foi exibido o documentário “Se essa casa fosse minha...”, produzido especialmente para o momento. Com 20 minutos de duração, o filme retrata o encontro de crianças em busca de um lar e casais em busca de filhos. Além disso, também foram lançadas duas cartilhas explicativas sobre o processo de adoção.
Atualmente, 60 famílias paraibanas estão habilitadas para adoção, no entanto, segundo o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, Fabiano de Moura, não há nenhuma criança apta para ser adotada. Existem hoje, cerca de 300 processos de adoção em andamento nos juizados de João Pessoa e Campina Grande, de acordo com o presidente da AMPB, juiz Antônio Silveira Neto.
Alessandra Bernardo
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