Conselheiro do CNJ sugere mudanças de paradigmas para o Judiciário
04/06/10
"Experiência é o nome que damos aos nossos erros". Citando Oscar Wilde, Paulo Tamburini, Conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, falou na palestra de abertura do XVI Encontro de Magistrados Paraibanos, que é necessário uma transformação total e absoluta de todos os paradigmas antigos aos quais os juízes estão acostumados. "Devemos unir forças para oferecer ao cidadão a Justiça à que ele tem direito e para criarmos condições modernas, dignas e eficientes de trabalho para os juízes".
Tamburini é membro da Comissão Permanente do CNJ de Acesso à Justiça e Cidadania, e comentou durante palestra proferida na noite desta quinta-feira (03 de junho), sobre o papel institucional do CNJ para o desenvolvimento do Judiciário brasileiro. Para ele, o CNJ ajuda o Judiciário a ser mais ágil, "para que cumpra o seu papel constitucional e seja o grande pilar e a grande esperança do cidadão brasileiro".
O Conselheiro enfatizou que o trabalho do CNJ é o de mudar paradigmas. "Atuamos para que o cidadão possa controlar o Judiciário através da transparência que nós os devemos". Além disso, defendeu Tamburini, "precisamos mudar o perfil e a postura do juiz, que deve assumir sua responsabilidade social", disse. "Nós não podemos mais nos restringir aos processos, temos que participar ativamente daquilo que estamos fazendo, e não tem como sermos juízes justos se não conhecermos os valores das outras pessoas que julgamos, não podemos julgar com prepotência e arrogância".
"Já vi exemplos espetaculares por todo o Brasil, de juízes que aceitam essa nova missão. A Paraíba mesmo tem oferecido modelos de boas práticas que nós do CNJ tentamos levar a outros Estados", comentou.
O palestrante elencou melhorias do Judiciário conquistadas a partir do trabalho rdesenvolvido pelo CNJ. "A informatização da Justiça, Resoluções referentes ao nepotismo, horário de trabalho, uso de carro, podem até parecer antipáticas à primeira vista, mas pode ter certeza que quem está fazendo certo não precisa delas, quem está bravo é porque está perdendo privilégios", constatou o Conselheiro.
Paulo Tamburini frisou ainda atos do CNJ a respeito dos critérios de promoções, pela fundamentação do voto na promoção por merecimento, a luta para que as sessões de promoções sejam públicas, "ações relevantes para o aprimoramento do Judiciário", declarou.
O palestrante terminou afirmando que o CNJ continuará o papel de tornar o Judiciário cada vez mais transparente. "Trabalhando nossas dores e mudando nosso perfil", com o objetivo de moldar o Judiciário às cobranças da sociedade.
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