"A participação da sociedade na administração pública exige mais responsabilidade e transparência dos órgãos públicos". A afirmação é do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Nelson Tomaz Braga, que participou nesta quinta-feira (03/06) do 6º. Congresso Brasileiro de Comunicação da Justiça (Conbrascom), realizado em Porto Velho (RO). O conselheiro, que é membro da Comissão Permanente de Relacionamento Institucional e Comunicação do CNJ, falou sobre as ações do Conselho na área comunicacional e enfatizou a necessidade de priorização do setor pelos tribunais.
De acordo com Nelson Tomaz Braga, o processo de redemocratização do país e os avanços tecnológicos aumentaram o grau de exigência da sociedade por transparência. Em decorrência disso, o conselheiro acredita que os tribunais e o Judiciário passaram a se comunicar melhor com a população. Segundo ele, o isolamento da magistratura que existia anteriormente vem sendo modificado em razão dos trabalhos realizados pela divulgação das ações do Judiciário. "Os tribunais e juízes se constituíam como ilhas, e isso está mudando", disse.
Com a mudança no perfil da comunicação judiciária, o conselheiro chamou a atenção para a questão da institucionalização da informação. "Nesse trabalho, as questões institucionais devem sempre estar acima das questões políticas internas dos tribunais, já que a comunicação assume papel primordial de mostrar ao cidadão a verdadeira face da instituição, independente do gestor da hora", afirmou.
Pesquisa - O conselheiro Nelson Tomaz Braga citou a pesquisa realizada pela Assessoria de Comunicação do CNJ com apoio do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ)sobre comunicação, que identificou a falta de recursos para a área. De acordo com a pesquisa, 63% das assessorias não têm previsão orçamentária para 2010 e apenas 39% possuem planejamento estratégico de comunicação. "Isso comprova a necessidade de se investir nessa área", opinou.
Na avaliação do conselheiro, a resolução número 85 do CNJ representou um avanço na definição de uma política de comunicação do Judiciário. "A resolução foi fruto da crescente exigência da sociedade por uma comunicação de maior qualidade, eficiência e transparência, capaz de facilitar o conhecimento e acesso dos cidadãos aos serviços prestados pelo Poder Judiciário", mencionou. A resolução 85 criou o Sistema de Comunicação do Poder Judiciário (SicJus) e o Comitê de Comunicação Social do Judiciário.
O conselheiro também citou as ferramentas de comunicação utilizadas pelo CNJ. Falou sobre a Agência CNJ de Notícias, o Banco de Imagens, o programa Gestão Legal - que agora se chama CNJ no Ar - o canal de vídeo no You Tube e o Twitter.
FONTE: CNJ
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