Na abertura do curso sobre "Trabalho Escravo - aspecto penal e trabalhista", que começou nesta quarta-feira (25 de agosto), em Brasília, o presidente da AMB, Mozart Valadares Pires, e o diretor da Escola Nacional da Magistratura (ENM), Eladio Lecey, destacaram a importância de debater este tema com representantes do Direito para continuar a luta contra o trabalho escravo. O curso é realizado pela ENM em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Eladio Lecey destacou a preocupação da Escola em debater temas importantes para a magistratura e agradeceu a presença de todos os participantes. "A ENM oferece a oportunidade de formação continuada aos magistrados em todos os segmentos. Esse encontro é uma discussão muito valiosa para o Brasil", afirmou.
Já Mozart ressaltou a coragem de magistrados, instituições, promotores e procuradores de seguirem firme no enfrentamento à prática do trabalho escravo. "Me sinto muito alegre e renovo a esperança para que possamos abolir radicalmente essa prática vergonhosa e que causa total indignação", declarou.
A abertura também contou com a presença do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde Chaves, do presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), procurador Sebastião Caixeta, do presidente Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), procurador Antônio Carlos Bigonha e da presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT), auditora Rosângela Rassy.
Menos desigualdades
O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos e presidente da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE), observou que os representantes das Associações devem continuar lutando pela igualdade plena do país e que a igualdade de direitos entre as pessoas deve ser um compromisso de todo o Brasil.
Para ele, o Brasil é capaz de deixar de ser uma nação marcada pelo descaso. "Não falo em um país sem desigualdade, mas sem uma desigualdade intolerável que separa alguém com uma mansão para alguém sem cidadania reconhecida", afirmou.
FONTE: AMB
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