Trabalho Escravo é tema de painel para magistrados
26/08/10
Após a abertura do curso sobre Trabalho Escravo, promovido pela ENM, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, aconteceu o primeiro painel do evento, que teve como tema "O trabalho escravo no Brasil e no mundo". Os ministrantes apresentaram dados e pesquisas, debateram o tema e confirmaram a importância de combater esta prática.
O cientista político e coordenador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, afirmou que é importante mostrar que o trabalho escravo não é algo distante da sociedade, pelo contrário, está muito próximo do dia-a-dia. "A prática está muito próxima de todos, e economia brasileira de uma forma ou de outra contribui com esse financiamento", concluiu.
Durante apresentação do juiz federal, Julier Sebastião da Silva, foi dito que o Estado tem mostrado cada vez mais uma preocupação com o problema. "O estado brasileiro mostra a intenção em buscar soluções para, no mínimo, diminuir essa prática que viola os direitos humanos". Segundo ele, o trabalho escravo é uma violação gravíssima ao direito fundamental que prevê a liberdade e dignidade.
Gabriel Velloso, representante da ANAMATRA, mostrou nos dados que atualmente, o Brasil tem 12 milhões de pessoas submetidas ao trabalho escravo. Afirmou que a escravidão, além de ser uma violação dos direitos humanos, representa um crime econômico que procura maximizar lucros. Disse ainda, que hoje em dia, existe uma consciência nacional sobre o assunto. "A determinação da sociedade e o engajamento de todos os cidadãos nos deixa mais próximos de erradicar o trabalho escravo".
O coordenador do Escritório Brasil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Luiz Machado, ressaltou que trabalho escravo é considerado, pela instituição, qualquer tipo de trabalho forçado. Abordou também, alguns pontos que devem ser trabalhados na erradicação desta prática. "Temos que trabalhar na questão da impunidade, pois embora seja crime, não existe ninguém preso. Também, a questão da vulnerabilidade do trabalhador, como fome e miséria, que propicia que o trabalhador aceite qualquer oferta na expectativa de melhorar".
FONTE: AMB
Outras notícias
- 07/02/2012 » Presidente da AMPB participa de reuniões em Brasília
- 07/02/2012 » Conselho Executivo da AMB discute diretrizes para 2012
- 06/02/2012 » Encontro Nacional de Juízes do Trabalho será em João Pessoa
- 06/02/2012 » Presidende da AMPB participa de debate sobre a autonomia do CNJ
- 03/02/2012 » Nova Diretoria assume comando da AJURIS
- 03/02/2012 » TJPB instala Juizado de Violência contra a Mulher na Capital e unidade judicial começa a funcionar nesta 3ª
- 03/02/2012 » Supremo mantém poderes de investigação do CNJ
- 02/02/2012 » STF retoma análise de resolução do CNJ
- 02/02/2012 » Justiça e Igualdade será o tema do concurso de monografias da CIEJ em 2012
- 02/02/2012 » Direto do Plenário: STF mantém vigência de mais dois artigos de resolução do CNJ











