Coordenadoria da Infância será presidida por um juiz
30/08/10
O documento considerou a Resolução nº 94, de 24 de outubro de 2009, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina que as Coordenadorias da Infância e da Juventude dos Estados devem ser dirigidas por magistrado com competência jurisdicional ou com reconhecida experiência na área. Também levou em conta o fato de que, na Paraíba, a Coordenadoria é dirigida por servidor ocupante de cargo de provimento em comissão, em desarmonia com a determinação do CNJ. A Resolução do TJ determina, ainda, que o coordenador terá mandato de dois anos, admitida uma recondução e que a Coinju poderá contar com a colaboração ou a assessoria de outros magistrados, sem dispensa da função jurisdicional. O artigo 3º determina que cabe à Coinju elaborar sugestões para o aprimoramento da estrutura do Poder Judiciário do Estado na área da infância e juventude; dar suporte aos magistrados, servidores e às equipes multiprofissionais; promover a articulação, interna e externa, da Justiça da infância e juventude com outros órgãos; colaborar com outras unidades do Poder Judiciário para formação de magistrados e servidores na área; elaborar a gestão estadual do Cadastro Nacional da Infância e Juventude e exercer outras atribuições necessárias ao desenvolvimento das políticas de proteção. Já o artigo 4º diz que a Coordenadoria deve contar com estrutura de apoio administrativo e de equipe multiprofissional, preferencialmente, do quadro de servidores de Poder Judiciário do Estado, indicados pela Presidência do TJ. AMPB já havia cobrado a nomeação de um juiz
Em julho deste ano a AMPB, por meio de ofício (protocolo nº 281.628-8), solicitou à presidência do Tribunal de Justiça do Estado a nomeação de um magistrado para ocupar o cargo de Coordenador da Infância e Juventude, nos termos do art. 3º, da Resolução nº 94 do Conselho Nacional de Justiça. Segundo o presidente da AMPB, juiz Antônio Silveira, "a área da infância e juventude é prioritária, além de ser um importante espaço para a magistratura desenvolver ações importantes para a boa prestação jurisdicional e social em prol das crianças e adolescentes" de modo que recebe a nova resolução com entusiasmo e espera a imediata designação do juiz de direito para ocupar essa coordenação de importância fundamental para uma melhor prestação jurisdicional na área da infância e juventude. Com informações da assessoria de comunicação do TJPBFoi aprovada, na sessão extraordinária realizada pelo Pleno do Tribunal de Justiça, nesta segunda-feira (30), o Projeto de Resolução que dispõe sobre a Coordenadoria da Infância e Juventude do Estado (Coinju). Por unanimidade, os membros da Corte decidiram que o órgão será presidido por juiz de direito com atuação em vara da infância e juventude, preferencialmente da Capital, mediante designação do presidente do TJ.
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